Teste auditivo: como funciona e o que os resultados nos dizem?
Talvez tenha começado a pedir para repetir.
Talvez perceba pior as conversas quando existe ruído.
Ou talvez alguém em casa tenha começado a dizer que a televisão está demasiado alta.
A dúvida aparece:
“Será que estou a ouvir pior?”
Um teste auditivo é precisamente uma forma de deixar de adivinhar.
A avaliação permite perceber como está a sua audição, se existe alguma alteração e quais os passos que poderão fazer sentido a seguir.
E, apesar do nome poder parecer muito técnico, os testes são simples para quem os realiza.
O que é um teste auditivo?
Chamamos frequentemente “teste auditivo” ao conjunto de procedimentos utilizados para avaliar a audição.
Dependendo da situação e do motivo da avaliação, podem ser realizados diferentes testes.
Um dos mais conhecidos é a audiometria tonal, em que são apresentados sons através de auscultadores e a pessoa indica quando os consegue ouvir.
Mas uma avaliação da audição pode incluir mais informação do que isso.
O objectivo não é simplesmente saber:
“Ouve ou não ouve?”
É perceber melhor como ouve.
Antes do teste: perceber o que está a sentir
Uma boa avaliação começa antes de colocar os auscultadores.
É importante perceber por que motivo decidiu avaliar a audição e em que situações sente maior dificuldade.
Por exemplo:
“Percebo bem em casa, mas num restaurante perco a conversa.”
“Ouço a televisão, mas nem sempre percebo as palavras.”
“Tenho mais dificuldade do lado direito.”
“Ultimamente peço muitas vezes para repetir.”
“Os meus familiares dizem que ponho a televisão muito alta.”
Estas informações ajudam a relacionar os resultados dos testes com aquilo que realmente acontece no seu dia-a-dia.
A audição não existe apenas dentro de uma cabine.
Existe nas conversas, em casa, no trabalho, ao telefone, à mesa e em todos os ambientes em que precisamos de comunicar.
A observação do ouvido
Dependendo da avaliação realizada, poderá ser feita uma observação do canal auditivo e do tímpano através de um instrumento próprio.
Esta observação permite identificar situações que possam ser relevantes antes de continuar os testes.
Por exemplo, uma acumulação significativa de cerúmen pode interferir com a audição e justificar uma abordagem diferente.
Também podem existir situações em que seja aconselhável avaliação médica.
O objectivo é garantir que os resultados são interpretados no contexto adequado.
Como funciona a audiometria?
Na audiometria tonal são apresentados sons com diferentes frequências e intensidades.
Normalmente utilizará auscultadores ou pequenos auriculares próprios para o exame.
Vai ouvir uma série de sons.
Alguns serão bastante fáceis de detectar.
Outros tornar-se-ão progressivamente mais baixos.
A sua tarefa é muito simples:
indicar sempre que ouvir o som, mesmo que seja muito baixo.
Não existem respostas certas ou erradas.
O teste procura determinar o som mais baixo que consegue detectar em diferentes frequências.
A audiometria tonal é uma das principais formas de medir a sensibilidade auditiva e os seus resultados são representados num gráfico chamado audiograma.
Porque são testados vários sons diferentes?
Porque a nossa audição não funciona da mesma forma para todas as frequências.
Um som grave e um som agudo não são iguais.
E uma pessoa pode ouvir melhor determinadas frequências do que outras.
Isto é particularmente importante para a compreensão da fala.
Uma conversa contém muitos sons diferentes, distribuídos por várias frequências.
Por isso, não basta saber se consegue ouvir “um som”.
É necessário perceber como responde a diferentes zonas da audição.
O que é um audiograma?
No final da audiometria, os resultados podem ser representados num gráfico chamado audiograma.
É uma espécie de mapa da sua audição.
No eixo horizontal encontram-se as diferentes frequências, dos sons mais graves aos mais agudos.
No eixo vertical está representada a intensidade necessária para conseguir detectar cada som.
Os resultados do ouvido direito e do ouvido esquerdo são registados separadamente.
O audiograma ajuda o profissional a perceber se os limiares auditivos estão dentro do esperado ou se existe alguma alteração e como esta se distribui pelas diferentes frequências.
Então quanto mais baixo estiver o gráfico, pior ouço?
É uma dúvida muito comum.
Num audiograma convencional, valores que aparecem mais abaixo significam que foi necessária maior intensidade para conseguir detectar determinado som.
Ou seja, representam um limiar auditivo mais elevado.
Mas não precisa de interpretar o gráfico sozinho.
Mais importante do que decorar números ou símbolos é perceber o que o resultado significa para a sua audição e para as situações em que sente dificuldade.
Os dois ouvidos são testados separadamente?
Sim.
É importante conhecer a audição de cada ouvido.
Uma pessoa pode apresentar resultados muito semelhantes nos dois lados ou existir uma diferença entre o ouvido direito e o esquerdo.
Essa informação é relevante para compreender o padrão auditivo e decidir se é necessária alguma avaliação adicional.
Por isso, se já reparou que percebe melhor de um lado do que do outro, deve referi-lo antes do teste.
Só se testam apitos?
Não necessariamente.
Os tons permitem medir a capacidade de detectar diferentes frequências, mas compreender fala é outra parte importante da audição.
Por isso, dependendo do tipo de avaliação, podem também ser utilizados testes de fala.
Nestes testes pode ser pedido que detecte, identifique ou repita palavras apresentadas através de auscultadores ou de outro sistema.
A audiometria vocal pode fornecer informação sobre a percepção da fala e complementar aquilo que observamos na audiometria tonal.
Isto é particularmente relevante para pessoas que dizem:
“Eu oiço, mas nem sempre percebo aquilo que dizem.”
E a dificuldade em perceber com ruído?
É possível que duas pessoas com resultados semelhantes na audiometria tonal sintam dificuldades diferentes no mundo real.
Uma conversa num espaço silencioso é muito diferente de uma conversa num restaurante cheio.
Existem testes específicos que podem avaliar a percepção da fala em diferentes condições, incluindo situações com ruído, quando clinicamente indicado. A avaliação audiológica pode incluir audiometria vocal em silêncio ou em ruído, de acordo com as necessidades de cada pessoa.
Por isso, deve explicar ao profissional exactamente onde sente dificuldade.
Dizer:
“Ouço mal.”
é útil.
Mas dizer:
“Em casa percebo bem, mas quando estou num restaurante com várias pessoas deixo de conseguir acompanhar a conversa.”
é ainda mais informativo.
O que é a timpanometria?
Em algumas avaliações pode também ser realizado um teste chamado timpanometria.
É utilizado um pequeno dispositivo no ouvido e o procedimento permite obter informação sobre o funcionamento do tímpano e do ouvido médio.
Pode ajudar a identificar alterações que estejam a interferir com a transmissão do som.
A timpanometria é diferente da audiometria: não depende de carregar num botão quando se ouve um som.
Nem todas as pessoas necessitam exactamente dos mesmos testes.
A avaliação deve ser adaptada à situação encontrada.
O teste auditivo dói?
Os testes auditivos habituais são procedimentos não invasivos.
Durante uma audiometria, o que terá de fazer é ouvir os sons e indicar quando os detecta.
Noutros testes poderá sentir apenas a presença de um pequeno auricular ou dispositivo no ouvido.
Se existir dor ou desconforto no ouvido antes da avaliação, é importante informar o profissional.
É possível “falhar” um teste auditivo?
Não.
Um teste auditivo não é um exame escolar.
Não há vantagem em tentar ouvir melhor nem necessidade de provar que ouve mal.
O objectivo é simplesmente encontrar os seus verdadeiros limiares auditivos.
Se não tem a certeza se ouviu determinado som, isso faz parte do processo.
O profissional ajustará os estímulos até conseguir determinar de forma fiável aquilo que consegue detectar.
A melhor estratégia é simplesmente responder com naturalidade.
Um teste auditivo diz se vou precisar de aparelhos auditivos?
O teste fornece informação essencial, mas a decisão não deve basear-se apenas num número.
Quando existe perda auditiva, é necessário considerar também:
o tipo e grau da alteração;
os dois ouvidos;
a capacidade de compreender fala;
as dificuldades sentidas no quotidiano;
as necessidades de comunicação;
e outros factores relevantes para cada pessoa.
Só depois se pode perceber qual é a abordagem adequada.
Para algumas pessoas poderá ser recomendado acompanhamento.
Noutras situações poderá ser necessária avaliação médica.
E, quando os aparelhos auditivos são adequados, os resultados da avaliação ajudam a orientar a solução.
Fazer um teste auditivo não significa comprometer-se a usar aparelhos auditivos.
Significa perceber como está a ouvir.
E se o resultado estiver normal mas eu continuar a sentir dificuldade?
Também deve dizê-lo.
Um resultado deve ser interpretado juntamente com aquilo que sente no dia-a-dia.
Se continua a ter dificuldade em acompanhar conversas, sobretudo em ambientes com ruído, essa informação é relevante mesmo que determinados resultados estejam dentro dos valores esperados.
A avaliação auditiva não deve ignorar aquilo que a pessoa está efectivamente a experienciar.
Com que frequência devo fazer um teste auditivo?
Não existe uma periodicidade única adequada a toda a população adulta.
A necessidade de repetir uma avaliação depende da idade, histórico, exposição ao ruído, sintomas, resultados anteriores e outros factores.
Mas existe uma regra prática simples:
se notar uma mudança persistente relativamente ao que era normal para si, vale a pena avaliar.
Não é necessário esperar que a dificuldade se torne grave.
E se a perda de audição aparecer de repente?
Isso é diferente.
Uma redução súbita da audição não deve ficar à espera de uma avaliação auditiva de rotina.
Se sentir uma perda auditiva repentina, sobretudo num ouvido, procure avaliação médica rapidamente.
Da mesma forma, dor intensa, corrimento do ouvido, vertigens importantes ou outros sintomas relevantes devem ser comunicados a um profissional de saúde.
Onde fazer um teste auditivo em Alverca?
Se começou a notar alterações na audição ou simplesmente quer perceber como está a ouvir, pode realizar uma avaliação auditiva na Audição+, em Alverca.
O objectivo é avaliar primeiro.
Explicar os resultados.
E só depois perceber se existe alguma medida que faça sentido para si.
Porque antes de escolher uma solução, existe uma pergunta muito mais importante:
como está realmente a sua audição?
Perguntas frequentes
Quanto tempo demora um teste auditivo?
Depende dos testes necessários e do tipo de avaliação realizada. Uma avaliação pode incluir diferentes procedimentos de acordo com a situação de cada pessoa.
Preciso de preparação antes de um teste auditivo?
Normalmente não é necessária uma preparação especial. É útil, no entanto, pensar nas situações em que sente maior dificuldade e informar o profissional sobre sintomas, antecedentes ou alterações recentes.
Tenho de carregar num botão durante o teste?
Na audiometria tonal será normalmente pedido que indique sempre que detectar um som. Dependendo do equipamento e procedimento, isso pode ser feito através de um botão ou de outra resposta combinada com o profissional.
O que é um audiograma?
É o gráfico utilizado para representar os limiares auditivos encontrados em diferentes frequências. Os resultados dos dois ouvidos são apresentados separadamente.
Um teste auditivo consegue dizer se preciso de aparelho?
Ajuda a perceber se existe uma alteração auditiva e quais são as suas características. A eventual indicação de aparelhos auditivos deve considerar os resultados juntamente com as necessidades e dificuldades de cada pessoa.
Posso fazer um teste mesmo que ainda não tenha a certeza de que ouço mal?
Sim. Não é necessário esperar até existir uma dificuldade acentuada. Se sente que alguma coisa mudou, uma avaliação permite perceber objectivamente como está a sua audição.
Na Audição+ em Alverca do Ribatejo pode realizar uma avaliação auditiva e esclarecer as suas dúvidas sobre cada etapa do processo.
