Aparelhos auditivos recarregáveis e a pilhas lado a lado

Aparelhos auditivos recarregáveis ou a pilhas: qual escolher?

Se está a escolher aparelhos auditivos, provavelmente vai encontrar duas opções:

recarregáveis

ou

a pilhas substituíveis.

À primeira vista, a escolha parece simples.

Um carrega-se à noite.

No outro troca-se a pilha quando termina.

Mas, na prática, há mais factores a considerar.

A rotina diária, a facilidade de manuseamento, a autonomia necessária, as viagens, a utilização de Bluetooth e até a facilidade em lembrar-se de carregar os aparelhos podem influenciar aquilo que funciona melhor para si.

Por isso, a pergunta não é simplesmente:

“Qual é a tecnologia mais recente?”

É:

“Qual se adapta melhor à forma como vou usar os aparelhos todos os dias?”

Como funcionam os aparelhos auditivos recarregáveis?

Os aparelhos auditivos recarregáveis possuem uma bateria integrada.

Ao final do dia, são normalmente colocados num carregador próprio.

Durante o carregamento, a bateria recupera energia para a utilização seguinte.

Isto elimina a necessidade de abrir regularmente o compartimento do aparelho e substituir pequenas pilhas.

Para muitas pessoas, a rotina torna-se muito simples:

retirar → colocar no carregador → voltar a utilizar no dia seguinte.

E como funcionam os aparelhos a pilhas?

Nos aparelhos tradicionais, a energia é fornecida por pequenas pilhas substituíveis.

Quando a pilha chega ao fim, abre-se o compartimento do aparelho, retira-se a pilha utilizada e coloca-se uma nova.

As pilhas mais utilizadas em aparelhos auditivos são normalmente do tipo zinc-air e existem em diferentes tamanhos.

A duração varia de acordo com vários factores, incluindo:

  • tamanho da pilha;
  • potência exigida pelo aparelho;
  • número de horas de utilização;
  • grau de amplificação;
  • funcionalidades activas;
  • transmissão de áudio e Bluetooth.

Por isso, não existe uma duração universal para todas as pilhas.

Qual é mais cómodo?

Para muitas pessoas, o aparelho recarregável é mais simples no quotidiano.

Não é necessário:

comprar pilhas frequentemente;

abrir pequenos compartimentos;

retirar uma pilha minúscula;

colocar outra na posição correcta.

Basta criar o hábito de colocar os aparelhos no carregador.

Isto pode ser particularmente interessante para quem tem dificuldade de destreza nas mãos ou simplesmente não quer lidar com componentes muito pequenos.

Mas a comodidade depende da pessoa.

Se sabe que se esquece constantemente de carregar dispositivos, a rotina pode não ser tão conveniente quanto parece.

A fonte de energia é apenas um dos critérios; veja também como escolher aparelhos auditivos tendo em conta a sua audição, rotina e necessidades.

E para quem tem dificuldade nas mãos?

Aqui os recarregáveis podem ter uma vantagem prática importante.

Problemas de visão, tremor, rigidez nos dedos ou dificuldade de motricidade fina podem tornar bastante incómoda a substituição de uma pilha pequena.

Nestes casos, colocar o aparelho inteiro num carregador pode ser uma tarefa muito mais fácil.

Por outro lado, também é necessário confirmar se a pessoa consegue:

  • identificar correctamente o carregador;
  • colocar os aparelhos na posição adequada;
  • retirar os aparelhos facilmente;
  • perceber se estão efectivamente a carregar.

É sempre preferível experimentar a rotina na prática.

Quanto dura a bateria de um aparelho recarregável?

Depende do modelo e da forma de utilização.

Não existe uma autonomia igual para todos os aparelhos.

A transmissão de áudio, chamadas telefónicas, Bluetooth, potência necessária e tempo total de utilização podem influenciar o consumo.

Por isso, ao comparar modelos, não olhe apenas para uma promessa genérica de “um dia de bateria”.

Pergunte:

Quantas horas de utilização são previstas neste modelo?

E se utilizar bastante streaming?

Quanto tempo demora a carregar?

Existe carregamento rápido?

O carregador funciona sem estar permanentemente ligado à tomada?

As respostas podem variar de equipamento para equipamento.

E quanto duram as pilhas?

Também varia.

Algumas pilhas podem durar vários dias; outras necessitam de substituição mais frequente.

A duração depende do tamanho e das exigências do aparelho.

Como exemplo, serviços de audiologia do NHS referem durações aproximadas de 8 a 14 dias para determinadas pilhas e aparelhos, deixando claro que o valor varia com potência, utilização e outras características.

Por isso, uma estimativa dada para um aparelho não deve ser aplicada automaticamente a outro.

O Bluetooth consome mais bateria?

Pode consumir.

Transmitir chamadas, música, podcasts ou outro áudio exige energia.

Nos aparelhos a pilhas, isso pode reduzir o tempo até à próxima substituição.

Nos recarregáveis, pode reduzir a autonomia disponível ao longo do dia.

O NHS refere, por exemplo, que a utilização de streaming Bluetooth pode fazer com que as pilhas se esgotem mais rapidamente.

Se utiliza frequentemente o telemóvel através dos aparelhos auditivos, esta é uma informação importante na escolha.

O que acontece se um aparelho recarregável ficar sem bateria durante o dia?

Terá de o voltar a carregar.

Dependendo do modelo, pode existir carregamento rápido ou um carregador portátil com bateria própria.

Mas isto deve ser confirmado antes da escolha.

Uma pessoa que utiliza os aparelhos desde muito cedo até muito tarde e faz várias horas de streaming pode ter necessidades diferentes de alguém que os utiliza de forma menos intensiva.

Por isso, pergunte antecipadamente:

“Se a bateria acabar fora de casa, o que posso fazer?”

E se ficar sem pilha num aparelho tradicional?

A vantagem prática das pilhas substituíveis é que pode levar pilhas suplentes consigo.

Se uma terminar, substitui-a e continua a utilizar o aparelho.

Não precisa de encontrar uma tomada nem esperar pelo carregamento.

Para pessoas que:

viajam muito;

passam períodos longos fora de casa;

acamparam ou permanecem em locais sem electricidade;

ou simplesmente valorizam esta independência,

as pilhas continuam a poder ser uma opção prática.

Qual é melhor para viajar?

Depende do tipo de viagem.

Com um aparelho recarregável terá de levar o carregador e garantir acesso a uma fonte de energia.

Em alguns modelos poderá existir um carregador portátil capaz de armazenar energia para vários carregamentos.

Com aparelhos a pilhas, basta levar quantidade suficiente de pilhas suplentes.

Em ambos os casos, o essencial é preparar a viagem.

Se depende dos aparelhos para comunicar diariamente, não deixe a autonomia para a última hora.

Os recarregáveis são melhores para o ambiente?

Podem reduzir significativamente a quantidade de pequenas pilhas descartáveis utilizadas ao longo da vida do aparelho.

Alguns serviços de audiologia têm precisamente migrado para sistemas recarregáveis com o objectivo de reduzir resíduos associados às pilhas descartáveis.

Ainda assim, “recarregável” não significa impacto ambiental zero.

Existe uma bateria integrada, equipamento electrónico e um carregador.

Por isso, a sustentabilidade pode ser um benefício adicional, mas não deveria substituir critérios como adequação auditiva, autonomia e facilidade de utilização.

As pilhas dos aparelhos auditivos são perigosas?

As pequenas pilhas devem ser manuseadas e guardadas com cuidado.

Podem representar risco grave se forem engolidas ou introduzidas no nariz ou ouvido, especialmente por crianças pequenas ou pessoas vulneráveis.

Devem ser mantidas fora do alcance de crianças e de pessoas que possam colocá-las na boca. Pilhas usadas devem igualmente ser guardadas em segurança até serem recicladas.

Se existe uma criança pequena em casa, este é mais um factor a considerar.

É preciso substituir a bateria dos recarregáveis?

As baterias recarregáveis não duram indefinidamente.

Tal como acontece noutros equipamentos electrónicos, a capacidade da bateria pode diminuir ao longo dos anos.

A forma de substituição depende do aparelho.

Em alguns casos poderá ser necessária intervenção técnica ou assistência do fabricante.

Por isso, antes de escolher, pergunte:

Qual é a expectativa de vida da bateria?

O que acontece quando começar a perder capacidade?

A substituição está incluída na garantia?

Que custo poderá ter posteriormente?

É uma pergunta especialmente importante quando se compara o custo total das duas opções.

Os aparelhos a pilhas são mais baratos?

Não necessariamente.

O preço de um aparelho auditivo depende de muito mais do que o tipo de alimentação.

Tecnologia, formato, nível de processamento, funcionalidades e serviços associados influenciam o valor.

Além disso, num aparelho a pilhas existe um custo recorrente com pilhas ao longo da utilização.

Num recarregável, pode existir o custo do carregador ou de uma eventual bateria futura.

Para comparar correctamente, deve olhar para o custo total da solução, e não apenas para o preço inicial.

Um aparelho recarregável ouve melhor?

Não por ser recarregável.

A forma como o aparelho é alimentado não determina, por si só, a qualidade da audição.

Dois aparelhos podem ter tecnologia auditiva semelhante e diferirem apenas na forma de alimentação.

A capacidade de ajudar nas conversas depende sobretudo de aspectos como:

  • adequação à perda auditiva;
  • processamento disponível;
  • programação;
  • microfones;
  • funcionalidades;
  • adaptação;
  • e acompanhamento.

Recarregável é uma característica de utilização. Não é sinónimo automático de melhor audição.

E as pilhas significam tecnologia antiga?

Também não.

Existirem modelos a pilhas não significa necessariamente que sejam tecnologicamente ultrapassados.

Pode existir tecnologia actual em diferentes configurações de alimentação.

A escolha deve ser feita pelo conjunto da solução.

Caso contrário, corremos o risco de escolher um aparelho apenas porque tem determinada característica de bateria e ignorar aquilo que realmente interessa para a audição.

Posso trocar mais tarde de pilhas para recarregável?

Normalmente não basta simplesmente alterar a bateria.

Os aparelhos são construídos para um determinado sistema de alimentação.

Se comprou um modelo a pilhas, geralmente não o transforma posteriormente num recarregável apenas colocando outra bateria.

E o mesmo acontece no sentido contrário.

Por isso, esta decisão deve ser ponderada durante a escolha do aparelho.

Que opção exige menos manutenção?

Ambas necessitam de manutenção.

Os aparelhos auditivos devem ser limpos e protegidos da humidade independentemente da forma como são alimentados.

Nos aparelhos a pilhas existe adicionalmente:

  • substituição da pilha;
  • limpeza do compartimento;
  • atenção ao estado dos contactos.

Nos recarregáveis é importante:

  • manter o carregador limpo;
  • colocar correctamente os aparelhos;
  • garantir que o sistema está a carregar;
  • cuidar da bateria segundo as recomendações do fabricante.

Nenhuma das opções elimina os cuidados básicos com os aparelhos.

Como sei qual é melhor para mim?

Em vez de perguntar apenas “recarregável ou pilhas?”, pense na sua rotina.

Um aparelho recarregável pode fazer particular sentido se:

  • não quer manipular pequenas pilhas;
  • tem alguma dificuldade de destreza;
  • gosta de uma rotina simples de carregamento nocturno;
  • utiliza os aparelhos diariamente;
  • prefere reduzir o consumo de pilhas descartáveis.

Um aparelho a pilhas pode fazer particular sentido se:

  • valoriza poder substituir imediatamente a fonte de energia;
  • passa longos períodos sem acesso fácil a carregamento;
  • prefere transportar pilhas suplentes;
  • o modelo mais adequado à sua audição está disponível nessa configuração.

Nenhuma destas listas substitui a avaliação individual.

Servem apenas para identificar aquilo que é mais importante para si.

Que perguntas devo fazer antes de escolher?

Antes de decidir, pergunte:

Qual é a autonomia real esperada para a minha utilização?

Quanto muda se eu utilizar Bluetooth várias horas?

Quanto tempo demora um carregamento completo?

Existe carregamento rápido?

O carregador tem bateria própria?

O que acontece se ficar sem bateria fora de casa?

Se for a pilhas, quanto costuma durar cada pilha?

Qual é o custo das pilhas ao longo do tempo?

Quanto tempo dura a bateria recarregável antes de perder capacidade?

Como é feita uma eventual substituição?

Que opção é mais fácil de manipular para mim?

Estas perguntas transformam uma comparação genérica numa decisão adaptada à sua vida.

Posso experimentar antes de decidir?

Sim — e pode ser particularmente útil.

Uma coisa é experimentar o carregador durante alguns minutos.

Outra é integrá-lo na sua rotina.

Ao testar os aparelhos no quotidiano pode perceber:

se se lembra de os carregar;

se a autonomia é suficiente;

se os consegue colocar correctamente no carregador;

se utiliza muito Bluetooth;

se a solução continua confortável ao fim do dia;

e se o sistema é realmente prático para si.

Na Audição+, pode experimentar aparelhos auditivos durante 15 dias, permitindo avaliar a solução fora da consulta antes de tomar a decisão final.

Então: recarregáveis ou a pilhas?

Não existe uma resposta universal.

Para muitas pessoas, os recarregáveis oferecem uma rotina extremamente conveniente.

Para outras, a possibilidade de trocar imediatamente uma pilha continua a ser uma vantagem importante.

A decisão deve considerar:

a sua audição;

o aparelho tecnicamente adequado;

quantas horas o utiliza;

quanto utiliza streaming;

a sua destreza manual;

a sua rotina;

as viagens;

e a forma como prefere gerir a autonomia.

Na Audição+, em Alverca, podemos ajudá-lo a comparar as opções disponíveis e perceber qual se adapta melhor às suas necessidades.

Porque a melhor bateria não é necessariamente a que parece mais moderna.

É aquela que lhe permite usar os seus aparelhos de forma simples e consistente todos os dias.


Perguntas frequentes

São melhores os aparelhos auditivos recarregáveis ou a pilhas?

Nenhuma opção é universalmente melhor. Os recarregáveis facilitam a rotina de muitas pessoas, enquanto as pilhas substituíveis permitem recuperar autonomia imediatamente através de uma simples troca.

Quanto dura a bateria de um aparelho auditivo recarregável?

Depende do modelo, utilização, potência necessária e funcionalidades como streaming. Deve confirmar a autonomia específica do aparelho que está a considerar.

Quanto dura uma pilha de aparelho auditivo?

A duração depende do tamanho da pilha, aparelho e utilização. Pode variar de poucos dias a períodos mais longos, sendo o Bluetooth e uma maior necessidade de potência factores que podem aumentar o consumo.

O Bluetooth gasta mais bateria?

Sim, a transmissão de áudio pode aumentar o consumo energético, tanto em aparelhos recarregáveis como nos que utilizam pilhas.

Os aparelhos recarregáveis ouvem melhor?

Não necessariamente. Ser recarregável diz respeito à fonte de alimentação. A qualidade e adequação auditiva dependem da tecnologia, programação e adaptação do aparelho.

Os recarregáveis são melhores para quem tem dificuldade nas mãos?

Podem ser, porque eliminam a necessidade de manipular pequenas pilhas. Contudo, também deve ser confirmada a facilidade com que a pessoa consegue utilizar o carregador.

Posso levar aparelhos recarregáveis em viagem?

Sim. Deve levar o carregador adequado e verificar antecipadamente como o vai alimentar durante a viagem.

Posso experimentar antes de escolher?

Na Audição+ pode experimentar aparelhos auditivos durante 15 dias e perceber se a autonomia e a rotina de utilização funcionam realmente para si.

Na Audição+ em Alverca do Ribatejo ajudamos a comparar soluções recarregáveis e a pilhas de acordo com a sua rotina e necessidades.

Mais informação